Resenha de Tudo Que Eu Ainda Não Era e o poder da reconstrução emocional

Escrever um livro é, muitas vezes, um ato de coragem. Mas lançá-lo para o mundo? Bom, isso é como deixar o próprio coração exposto em uma vitrine. Hoje, quero abrir as portas da minha nova obra, Tudo Que Eu Ainda Não Era, e contar para você por que essa história precisava ser escrita — e por que ela pode ser exatamente o que você precisa ler agora. Esta é a minha Resenha de Tudo Que Eu Ainda Não Era.

Se você busca uma leitura que não apenas passe o tempo, mas que te faça questionar suas próprias escolhas e curar feridas silenciosas, este artigo é o nosso primeiro café juntos. Acompanhe a resenha de Tudo Que Eu Ainda Não Era, criada por aquele que vos escreve, M. V. Miguel.


A Resenha

Nossa protagonista é uma pessoa comum. Comum mesmo: francesa, sem grandes realizações, com um emprego simples em Paris, e com um sonho: viajar aos Estados Unidos. Ao realizar esse sonho, sua vida sofre a primeira grande mudança.

Ela conhece Filipe, um brasileiro que mora e trabalha em Nova York, e, como cantou Avril Lavigne muitos anos atrás “Ele era um cara, ela era uma garota, o que mais preciso dizer?” (Cara, tô ficando velho!) Um casamento se segue e parecia tudo bem, até que Filipe sofre um acidente.

A perda de Filipe cria um novo universo na vida de Chloé: jovem, viúva, estrangeira. Ela se sente perdida e vive intensamente o luto (não tem outra maneira de passar por isso, né). Mas a coisa fica pesada mesmo quando ela descobre – por meio de cartas escondidas – que seu falecido marido era apaixonado por outra pessoa. As cartas não têm data, não têm um nome, só um apelido e juras de amor e saudade.

Pronto! Como ela pensa em qualquer outra coisa? E a gente segue pensando com ela, acompanhando cada nova emoção conturbada, dúvida e descoberta de Chloé, enquanto ela redescobre sua vida e decide que ela quer ser.


Chloé: Uma parte de mim, uma parte de todos nós

Quando me perguntam: “como você teve a ideia para a Chloé?”. Minha resposta é sempre a mesma: ela veio de um sentimento que acredito que todos já vivenciaram, ou ainda irão: a dúvida do quanto nossa vida é aquilo que pensamos. Em Tudo Que Eu Ainda Não Era, eu não queria criar uma heroína perfeita, mas uma mulher que, em meio ao caos de uma mudança entre a França e os Estados Unidos, seguido de uma perda gigante, descobrisse que o destino mais difícil de alcançar é o nosso próprio interior.

A jornada da Chloé é um processo vívido de reconstrução emocional. Ela não pede licença para sofrer, mas também não se acomoda na dor.


Capa do livro Doce Fúria, de M. V. Miguel.

Conheça também meu primeiro romance, Doce Fúria!


O simbolismo do cotidiano: Cartas, cafés e o silêncio

Nesta literatura contemporânea que me propus a escrever, os detalhes importam. Eu quis que o leitor sentisse o cheiro do café e o peso do papel das cartas nas mãos.

  • As Cartas: São mais que papel; são cofres de segredos; sentimentos que nunca poderiam ser expressados cara a cara.
  • O Café: É a pausa necessária. Em um mundo que nos exige pressa, o café em “Tudo Que Eu Ainda Não Era” é o símbolo da força em continuar seguindo com a vida.
  • As Cicatrizes: Eu acredito que a verdadeira beleza de uma jornada de autodescoberta não está em esconder as marcas, mas em exibi-las como mapas de onde já estivemos.

Por que a reconstrução emocional é o tema central?

Vivemos tempos onde tudo é descartável, inclusive os sentimentos. Ao escrever este livro, meu objetivo foi mostrar que reconstruir-se dá trabalho, dói, mas é o processo mais bonito que um ser humano pode enfrentar. E lembrar que é sempre bom estar preparados para mudanças, pois elas virão.

A ambientação cosmopolita entre a elegância francesa e a energia americana, com uma divertida e intensa viagem ao nosso Brasil, serve como pano de fundo para uma narrativa sensível, onde o foco não é apenas o romance, mas o amor-próprio reconquistado. É um romance dramático para quem não tem medo de sentir profundamente.


O convite: Este livro é um espelho para você?

Eu escrevi Tudo Que Eu Ainda Não Era para ser companhia. Para que, ao fechar a última página, você sinta que não está sozinho em suas buscas.

Se você valoriza uma escrita poética, fluida e que valoriza a psicologia dos personagens, meu convite é simples: permita-se mergulhar na vida de Chloé. Talvez, entre um capítulo e outro, você acabe encontrando peças do seu próprio quebra-cabeça que estavam perdidas.


Agora eu quero saber de você: Como autor, eu escrevi este livro pensando em diálogos que nunca tivemos. Qual é a parte da sua história que você ainda está tentando reconstruir? Comente aqui embaixo ou me mande uma mensagem. Eu adoraria saber se a Chloé já começou a conversar com você.

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