Resenha de Quarta Asa: O Fenômeno que Vai Te Fazer Querer um Dragão

Cancele seus compromissos, peça comida por delivery e prepare o estoque de água (você vai precisar, por vários motivos…). Se você abriu o TikTok, Instagram ou Twitter nos últimos meses, você foi atingido pela onda avassaladora chamada Quarta Asa. O livro de Rebecca Yarros não chegou de mansinho; ele chegou chutando a porta, montado em um dragão e cuspindo fogo na concorrência. Esta resenha de Quarta Asa é um convite para todos que estão curiosos sobre esse fenômeno.

Mas será que esse colosso da Romantasia (a mistura perfeita de romance com fantasia que a gente ama) vale todo esse hype, ou é só mais um fogo de palha nas redes sociais?

Nesta resenha literária, vamos entrar nos portões mortais da Escola de Guerra Basgiath sem spoilers graves, mas com toda a empolgação de quem descobriu um tesouro de dragão e agora precisa desesperadamente desabafar. Ajeite sua sela e venha voar (ou cair) com a gente!

Com tanta expectativa, é difícil não se perguntar: o que realmente faz de Quarta Asa um sucesso estrondoso? Nesta resenha de Quarta Asa, vamos explorar os elementos que tornam esta história imperdível.


Bem-vindo a Basgiath: Onde “Se Formar” Significa “Não Morrer”

Esqueça Hogwarts. Em Basgiath, não tem cerveja amanteigada, e a única magia que existe pode te fritar em segundos. A premissa é brutal: ou você se forma como um cavaleiro de dragão, ou você morre tentando. Não existe meio-termo, não existe “trancar a matrícula”.

Nossa protagonista é Violet Sorrengail. Ela passou a vida inteira enfurnada na biblioteca, treinando para ser uma escriba, vivendo quietinha no meio dos livros. Ela é pequena, tem articulações frágeis e ossos que quebram facilmente (uma representação incrível de doenças crônicas em um cenário de fantasia épica).

O problema? A mãe dela é a General fodona do reino e decide que a filha caçula vai entrar para a Ala dos Cavaleiros. Violet é jogada na cova dos leões — ou melhor, no parapeito mortal — com centenas de outros candidatos que preferem matá-la a deixá-la roubar a chance de se vincular a um dos dragões disponíveis.


A Química que Incendeia as Páginas (Literalmente)

Se a sobrevivência já não fosse difícil o suficiente, Violet tem um alvo nas costas pintado por ninguém menos que Xaden Riorson.

Quem é Xaden? Apenas o líder de esquadrão mais poderoso, letal e ranzinza de toda a escola. Ah, e o pai da Violet executou o pai dele. Detalhe básico. Ele tem todos os motivos para querer vê-la morta.

Aqui, meus amigos, temos um enemies-to-lovers de respeito! A tensão entre Violet e Xaden é tão palpável que você consegue sentir o calor saindo do livro (ou do Kindle). É um slow burn (aquele romance que queima devagar) cheio de farpas trocadas, ameaças de morte e olhares que dizem totalmente o oposto.

E quando a coisa esquenta… bom, digamos que este é um livro New Adult com “N” maiúsculo. As cenas de ação não são as únicas que vão acelerar seu coração.


Dragões: As Verdadeiras Estrelas do Show

Vamos ser sinceros: a gente veio pelos dragões. E Rebecca Yarros não decepciona. Eles não são pets fofinhos que obedecem comandos. Eles são criaturas ancestrais, inteligentes, sarcásticas e extremamente perigosas.

O processo de vinculação, onde o dragão escolhe seu cavaleiro, é um dos pontos altos da trama. A conexão mental que se forma entre eles gera diálogos hilários e momentos de profunda emoção. A relação de Violet com seus dragões (sem spoilers de quantos ou quais!) é, sinceramente, a melhor parte do livro. É sobre confiança, poder e encontrar força onde você menos espera.


Veredito: O Hype é Real?

Sim. Mil vezes sim. Quarta Asa é viciante. É aquele tipo de leitura frenética, cheia de reviravoltas (tem um plot twist no final que vai te deixar encarando a parede por 20 minutos), batalhas épicas e um romance que te faz suspirar e passar raiva na mesma medida.

Rebecca Yarros criou um mundo brutal onde a gente torce desesperadamente por personagens que podem morrer na próxima página. É intenso, é doloroso, e é absolutamente maravilhoso.

Se você gosta de protagonistas inteligentes que usam o cérebro quando os músculos falham, morenos sarcásticos com passado sombrio e criaturas aladas que cospem fogo, pare de resistir. Basgiath está te chamando.

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